Protocolos de Comunicação do Data Link Connector (DLC)
Especificações técnicas do protocolo de comunicação do Data Link Connector (DLC) Honda OBD1, níveis de tensão, limites de capacitância e protocolos de comunicação série.
Adaptado de pgmfi.org wiki
O Data Link Connector (DLC) original da Honda OBD1 é a interface utilizada por ferramentas de diagnóstico para obter códigos de diagnóstico de anomalia (DTCs) e monitorizar parâmetros dos sensores em tempo real. A camada fÃsica de comunicação baseia-se na norma ISO 9141 (Sistemas de Diagnóstico para VeÃculos Rodoviários CARB).
1. Especificações da Camada FÃsica
A linha de comunicação utiliza a tensão da bateria ($V_{\text{bat}}$, tipicamente 12Vâ14.4V) como referência. Os nÃveis lógicos são definidos como uma percentagem desta tensão de alimentação:
Limiares de Tensão do Recetor
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"0" Lógico: $\le 0.3 \times V_{\text{bat}}$
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"1" Lógico: $\ge 0.7 \times V_{\text{bat}}$
Limiares de Tensão do Transmissor
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"0" Lógico: $\le 0.2 \times V_{\text{bat}}$
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"1" Lógico: $\ge 0.8 \times V_{\text{bat}}$
Integridade do Sinal e Capacitância
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Tempo de Transição: Uma transição de bit lógico (tempo de subida ou descida) deve demorar menos de 10% da duração total do bit. Isto é medido entre os pontos de 20% e 80% de $V_{\text{bat}}$.
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Limites de Capacitância da Linha: Para evitar a degradação do sinal e o arredondamento de impulsos em cablagens longas:
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Capacitância do dispositivo de teste e do cabo de diagnóstico ($C_{\text{te}}$): $\le 2\text{ nF}$
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Capacitância da cablagem do veÃculo ($C_{\text{obw}}$) + capacitância de entrada da ECU ($C_{\text{ecu}}$): $\le 7.6\text{ nF}$
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Capacitância máxima da linha de dados em relação à Massa: $\le 500\text{ pF}$
2. Camada de Ligação de Dados (Parâmetros da Porta Série)
O canal de comunicação original da ECU OBD1 é controlado pela UART interna do MCU.
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Baud Rate: As ferramentas de diagnóstico originais comunicam a 9600 baud (ou 10400 baud nos primeiros sistemas em conformidade com a norma ISO).
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Configuração: 8 Bits de Dados, Sem Paridade, 1 Stop Bit (8N1).
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Desvios para Afinação (Tuning): Como a velocidade de 9600 baud é demasiado lenta para a afinação do motor e mapeamento em tempo real, as modificações de ROM de pós-venda (como Crome Gold, Hondata ou Neptune) contornam as rotinas lentas de fábrica da linha K. Estas redirecionam o tráfego de datalogging série para a porta de pinos
CN2na placa da ECU, funcionando a 38400 baud ou 115200 baud utilizando nÃveis lógicos TTL de 5V.
3. Camada de Aplicação (Estrutura do Protocolo)
O protocolo de comunicação funciona com base numa estrutura de pedido/resposta mestre-escravo. A ferramenta de diagnóstico (mestre) deve iniciar todo o tráfego, e a ECU (escravo) responde.
- Handshake / Despertar (Wakeup): O dispositivo de teste envia um padrão de despertar especÃfico (sequência com baud rate lenta) para inicializar a linha.
- Comando de Pedido: O dispositivo de teste transmite um pacote de múltiplos bytes contendo:
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Cabeçalho / Endereço de Destino
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Modo de Comando (ex: ler registo da RAM, verificar DTCs)
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Deslocamento do Endereço de Dados (qual o valor do sensor a ler)
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Byte de Checksum (soma de todos os bytes do pacote módulo 256)
- Resposta da ECU: A ECU verifica o checksum e devolve o bloco de dados solicitado:
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Cabeçalho de Resposta
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Carga Ãtil de Dados (ex: um valor em byte que representa a temperatura do lÃquido de refrigeração do motor escalada em volts)
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Byte de Checksum
Aplica-se a
8 taxonomy linksCréditos e fonte
Fonte Adaptado de DLC Communication em pgmfi.org wiki. Licenciado sob CC BY-NC-SA 1.0.